domingo, 10 de novembro de 2013

Doutores agitam as baladas de Maringá

Fim de semana chegou e a balada é sertaneja. Em uma das casas noturnas mais conceituadas de Maringá, eles chegam de BMW e Citroen DS4. Param na porta e o "valet" corre para atender os velhos conhecidos. Dos "carrões" seguem direto para o camarote. "Falar que as meninas não olham seria mentira", brinca o médico Omar Mohamad Mansour Abdallah, 28 anos.


Omar e o irmão Jihad, 25, também médico, foram apontados, por donos e funcionários de casas noturnas, como uns dos principais baladeiros da cidade. A média de gastos, por noite, dificilmente, é inferior a R$ 1,5 mil. Eles ficam sempre em camarotes, que custam entre R$ 1 mil e R$ 5 mil; depende da atração.



A bebida é sempre uísque Jack Daniel's. "São três combos, por noite", conta Jihad. O pedido, que inclui uma garrafa e latas de energético, custa R$ 300. O champagne, tão em voga, é raro no cardápio. "Não gosto. Só pedimos em aniversário ou comemoração especial", destaca Omar.



A noitada se estende até a madrugada, nunca antes das seis horas. "No meio da noite, tem 15 pessoas no camarote. Gente que eu nunca vi na vida", ressalta o irmão mais novo. Grande parte são belas mulheres. Como elas chegam lá? "Não sei, geralmente, é amigo, do amigo, do amigo", acrescenta.



O gasto no fim de semana pode chegar a R$ 5 mil. "Na balada vai até R$ 2 mil, toda sexta e sábado, mais os churrascos, que acontecem antes das festas", relata Omar. Ele e o irmão são solteiros, recém-formados e trabalham duro durante a semana. Jihad é médico em um hospital. Omar faz perícia e tem uma empresa de serviços de Saúde. "Faço plantões de 24 e 36 horas", conta Omar. Jihad trabalha das sete às 18 horas.



Os rapazes contam que são comportados na noite. "Já aconteceu de ficar com mais de uma na balada, mas é difícil. Geralmente, acabo com os esquemas certos", brinca Omar. Bem vestidos - camisa e perfume Calvin Klein, calça Fórum e tênis Osklen -, eles falam que dinheiro não é o suficiente para conquistar garotas. "As interesseiras existem, mas uma mulher legal valoriza quem tem conteúdo e a trata bem", opina Omar.



Sobre o Rei do Camarote de São Paulo, cuja existência é questionada, Omar declara: "É um idiota. Ao contrário dele, nós não queremos ostentar. Pagamos para não ficar em lugares lotados, não pegar fila, mas ficamos 'na nossa'. 
Trabalhamos duro para poder consumir as bebidas que gostamos e nos divertir com conforto."



A reportagem conversou com pessoas das principais casas noturnas de Maringá. Com medo de perder os "bons" clientes, nenhum quis se identificar. Todos, porém, afirmaram que existem em Maringá baladeiros, que gastam R$ 5 mil, em uma noite. "Já vi gente gastar R$ 12 mil, em um camarote", conta o gerente de uma boate. Outro afirma que o perfil deles é sempre o mesmo. "Chegam em carros importados, querem os melhores lugares, perto do palco, e pedem bebidas caras. Mulheres têm de monte, mas nunca são as mesmas", fala o dono de outra casa noturna.

DÉBITO
50 mil reais É quanto o empresário Alexsander Almeida, de São Paulo, afirma gastar por balada.


JACK DANIEL'S. Durante uma balada, chega ao camarote dos irmãos Omar (à esquerda) e Jihad três combos, com uma garrafa de uísque e latas de energéticos. Na semana, trabalho intenso. - FOTO: RAFAEL SILVA


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