quinta-feira, 16 de maio de 2013

Chuva é insuficiente para salvar milho safrinha


A chuva que começou a cair, em todos os municípios do noroeste do Estado, na madrugada de ontem, trouxe esperança para os agricultores, mas o volume registrado até o fim da tarde foi insuficiente para garantir uma boa colheita do milho safrinha plantado em fevereiro e março. Os técnicos calculam que seriam necessários quatro ou cinco dias de chuva, semelhante à de ontem ou pelo menos uma chuva grossa.

De acordo com o coordenador Técnico de Culturas Anuais da Cocamar, agrônomo Emerson da Silva Nunes, o ‘chuvisco’ de ontem não chegou a dois milímetros até o fim da tarde e a lavoura precisa receber nos próximos dias entre vinte e trinta milímetros.
“Tivemos um período de 25 dias de estiagem, que pode ser considerada uma estiagem longa, quando o milho está na fase de granação ou frutificação, e a falta de chuva pode refletir na colheita”, destaca.
De acordo com Altrão, a pouca chuva de ontem está longe de ser a ideal para as regiões de Floresta, Ivatuba, Itambé e Gleba Pinguim, mas “já ajuda”, e se continuar mais um ou dois dias garantirá a produtividade esperada pelos agricultores, uma média de 4,5 mil quilos de milho, por hectare, o que vai dar uma média entre 75 e 80 sacas.
Para Nunes, o acompanhamento feito nas lavouras por técnicos da Cocamar mostra que o milho plantado no arenito chegou a ser afetado pela estiagem e o que está em solo basáltico, a chamada terra roxa, será atingido em mais alguns dias se não chover mais abundantemente.
ESTIMATIVA
“É possível que a quebra na
produção tenha passado de
10%, mas o prejuízo será 
maior se não chover mais”


Emerson da Silva Nunes
Engenheiro agrônomo
“É cedo para termos uma ideia aproximada de uma possível quebra no milho do arenito. É possível, no entanto, que a perda tenha passado de 10%, mas o prejuízo será maior se não chover logo”, estima.
A região do arenito citada pelo coordenador de Culturas Anuais engloba parte de Maringá, Mandaguaçu, Santa Fé e os municípios mais ao noroeste, como Paranacity, Nova Esperança, Floraí e Presidente Castelo Branco.
Nas áreas de plantio, ao sul de Maringá, os produtores estão menos preocupados com a falta de chuva. “Mas, torcemos para que não fique só nesse chuvisqueiro”, declara o agricultor Clóvis Borghi, da Gleba Pinguim.
“Todo milho ao sul de Maringá está na terra roxa e tivemos pancadas leves de chuva dez dias atrás”, lembra o técnico Frederico João Altrão, gerente da unidade da Cocamar em Floresta (a trinta quilômetros de Maringá). “Nesta região, temos safrinha nas fases de floração, granação e frutificação e toda chuva que vier, de agora em diante, vai ajudar a garantir uma boa safra”, ressalta.
Em Floresta, onde geralmente começa o plantio das safras da região, alguns produtores esperam iniciar a colheita do milho safrinha a partir do dia vinte de junho.

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